As consequências da fibrilação atrial a longo prazo

quinta-feira, 24/nov/2016

A fibrilação atrial é uma condição cardíaca caracterizada pela alteração do ritmo de bombeamento sanguíneo das câmaras superiores do coração, chamadas de átrios. Considerada a arritmia cardíaca mais frequentemente diagnosticada por especialistas em arritmia, a fibrilação atrial pode evoluir para enfermidades mais graves.

A alteração do fluxo sanguíneo causada pelo ritmo irregular dos átrios pode promover a formação de pequenos coágulos nas câmaras superiores do coração. Caso esses coágulos se desprendam e entrem no fluxo sanguíneo, pode gerar obstruções de vasos, o que pode desencadear sérios problemas, como:

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC), caso o coágulo gere obstrução de veias cerebrais, uma condição que pode ser fatal;
  • Tromboses de membros e, até mesmo, de órgãos.

Confira como calcular as chances de desenvolver AVC ou outras ocorrências devido à fibrilação atrial por meio da CHA2DS2 – VASc SCORE, uma calculadora que mostra as chances de um paciente com fibrilação atrial desenvolver uma doença mais grave. Essa calculadora é válida para fibrilação atrial não valvular (isto é, e pessoas que não têm problemas na válvula mitral ou aórtica(válvulas do coração).

Além dessas complicações, a fibrilação atrial também pode acarretar em outros efeitos a longo prazo.

As consequências da fibrilação atrial a longo prazo

Quais são as principais consequências da Fibrilação Atrial?

De uma maneira geral, a fibrilação atrial é tida como uma doença bastante prejudicial à qualidade de vida da pessoa acometida pela arritmia, pois, além do risco de evoluir para um problema mais grave e, até mesmo, fatal, a fibrilação atrial proporciona certas limitações devido aos sintomas, que são:

  • Fadiga crônica;
  • Falta de ar;
  • Impossibilidade de exercer atividades físicas;
  • Vertigens;
  • Náuseas;
  • Desmaios;
  • Dores na região do tórax, entre outros.

Caso não seja devidamente tratada, a fibrilação atrial pode prejudicar as estruturas cardíacas, levando o paciente a prejuízos hemodinâmicos e complicações tromboembólicas. Para que isso não ocorra, é recomendado buscar um especialista em arritmia assim que perceber os sintomas.

Apenas um especialista poderá confirmar a existência da arritmia cardíaca, bem como orientar ao melhor tratamento de fibrilação atrial para o paciente, que pode ser medicamentoso, por meio da administração de remédios anticoagulantes que evitam a formação dos coágulos, bem como por meio de ablação cardíaca, um procedimento minimamente invasivo que possui taxas de sucesso em, aproximadamente, 80% dos casos.

A automedicação não é uma prática aconselhada, tanto para pessoas que suspeitam da arritmia cardíaca, quanto àquelas que já receberam o diagnóstico de fibrilação atrial. Além de o remédio tomado por conta própria correr o risco de não fazer efeito, ele ainda pode agravar o caso. Consulte um especialista sempre.

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