Como funciona um desfibrilador implantável?

segunda-feira, 27/fev/2017

O desfibrilador implantável consiste em um pequeno dispositivo que é implantado em pacientes que apresentam arritmias graves, com risco de vida.

Para que ocorra o bombeamento sanguíneo pelo corpo, os átrios (câmaras cardíacas superiores) bombeiam o sangue para os ventrículos (câmaras inferiores) e estes bombeiam o fluxo sanguíneo para o restante do organismo. Contudo, isso só é possível por meio de um sistema de impulsos elétricos do próprio coração, que gera a contração das câmaras cardíacas, expulsando o sangue e fazendo com que ele seja bombeado.

Existem alguns tipos de arritmias cardíacas que, devido proporcionarem que o coração bata muito rápido, fazem com que o coração não consiga bombear o sangue para o restante do organismo, gerando uma parada cardíaca, que pode ser fatal. Para esses casos foi criado o desfibrilador implantável.

De que forma o desfibrilador implantável auxilia no tratamento de arritmias cardíacas?

Como funciona um desfibrilador implantável?

Também chamado por especialistas em arritmologia como cardioversor-desfibrilador implantável (CDI), o desfibrilador implantável é um equipamento que se assemelha bastante, tanto na aparência quanto no funcionamento e implantação, a um marcapasso, mas que possui algumas diferenças bastante importantes.

Apesar de não evitar que ocorra um episódio de arritmia cardíaca, o desfibrilador implantável é capaz de identificar quando o ritmo cardíaco sofre algum tipo de alteração, seja o aumento ou a redução da frequência dos batimentos, avalia a gravidade dela e interrompe a arritmia por meio de estimulação ou choque elétrico (desfibrilação) na intensidade adequada para controlar o ritmo cardíaco novamente.

Já no caso do marcapasso, o equipamento emite apenas um pulso elétrico de baixa intensidade, não sendo suficiente para alguns casos de arritmias mais graves, nas quais o choque elétrico se faz necessário.

Devido conseguir identificar a intensidade da arritmia, o desfibrilador pode, então, desempenhar a função de um marcapasso, nos casos em que a intensidade da arritmia é menor, bem como a de um desfibrilador.

Como é realizada a implantação do desfibrilador?

Assim como na implantação de marcapasso, o desfibrilador pode ser implantado no peito ou abdômen, de acordo com o que for identificado como ideal pelo especialista e seja mais confortável para o paciente.

O desfibrilador possui eletrodos que são conectados às câmaras cardíacas a fim de que os ritmos do bombeamento sejam acompanhados e o aparelho realize os impulsos elétricos ou choques quando necessário. Existem casos mais especiais nos quais os pacientes são orientados a utilizar um ressincronizador cardíaco, um aparelho que realiza o estímulo de ambos os ventrículos ao mesmo tempo, quando o ritmo de bombeamento deles não está igual. Isso acontece através do implante de um terceiro cabo/eletrodo em uma veia especial do coração.

Cada tipo de arritmia cardíaca pode ser tratado de diversas formas diferentes, dependendo do que for mais viável ao paciente e mais indicado para o caso. Apenas um cardiologista ou um especialista em arritmologia pode confirmar qual é o tratamento ideal. A automedicação não é uma conduta indicada, visto que pode piorar a condição do paciente.

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