Como a oclusão de auriculeta evita casos de AVC?

quinta-feira, 22/dez/2016

O procedimento de oclusão de auriculeta tem sido cada vez mais visto como uma alterativa aos medicamentos prescritos para anticoagulação de pacientes acometidos por fibrilação atrial, visto que esse é um dos maiores riscos da arritmia cardíaca e pode, inclusive, acarretar em um AVC.

A formação de coágulos devido a fibrilação atrial é, comumente, tratada por meio de medicamentos anticoagulantes. Contudo, devido ao uso prolongado e contínuo dessas medicações, os pacientes podem desenvolver outras complicações, como risco de sangramentos, por exemplo. Alguns pacientes, portadores de doenças hepáticas ou renais, estão em risco elevado de apresentar complicações hemorrágicas.

Além disso, os pacientes que utilizam medicamentos anticoagulantes necessitam realizar exames laboratoriais de coleta sanguínea com frequência a fim de avaliar a capacidade de coagulação do sangue.

Para evitar as complicações possíveis, diminuir a incidência de coletas periódicas de amostras sanguíneas e, ainda, para pacientes que não respondem ou têm intolerância aos medicamentos anticoagulantes, os especialistas costumam indicar a oclusão de auriculeta como uma alternativa. Entenda melhor sobre o procedimento.

Oclusão de auriculeta evita casos de AVC

O que é a oclusão de auriculeta?

A oclusão de auriculeta ou, como é chamada entre alguns especialistas da área, exclusão de auriculeta consiste no procedimento que visa suturar a região do coração conhecida como auriculeta, a fim de isolá-la, uma vez que é o principal local de formação de coágulos em pacientes com fibrilação atrial. A auriculeta parece um pequena “bolsa”, retendo sangue no seu interior.

A oclusão de auriculeta é realizada por meio de um procedimento minimamente invasivo, com o auxílio de cateteres, assim como na ablação cardíaca. Durante a técnica é implantado um dispositivo na desembocadura da auriculeta.

De acordo com um estudo do método (PROTECT AF), que foi realizado em mais de 700 pessoas que passaram pelo procedimento, a oclusão de auriculeta apresentou efetividade similar ao uso de medicamentos anticoagulantes. No entanto, a técnica possui como benefícios:

  • Não exigir um uso diário e crônico;
  • Dispensar as coletas para análises sanguíneas frequentes;
  • Reduzir a possibilidade de eventuais sangramentos a longo prazo.

Como a oclusão de auriculeta evita um AVC?

Devido isolar a área na qual a incidência de formação de coágulos sanguíneos em pacientes acometidos pela fibrilação atrial é mais frequente e, muitas vezes, na qual se inicia o processo de coagulação do sangue do paciente, o procedimento de oclusão de auriculeta evita que os eventuais ou já existentes coágulos entrem na corrente sanguínea, podendo causar um AVC, caso obstrua algum vaso cerebral.

Caso o coágulo entre na corrente sanguínea do paciente não é apenas um AVC que ele pode causar, por mais que essa seja uma das principais preocupações e uma das piores complicações da fibrilação atrial. O coágulo também pode obstruir outros vasos e artérias do organismo do paciente, podendo desencadear, por exemplo, uma embolia, entre outros problemas.

Portanto, além de ser muito eficaz para evitar casos de AVC em pacientes com fibrilação atrial, a oclusão de auriculeta também pode reduzir a incidência de outras consequências da arritmia cardíaca. Contudo, apenas um especialista em arritmologia poderá confirmar se o procedimento é indicado para o caso ou apenas a administração de medicamentos é ideal.

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