Consequências do uso de remédios antiarrítmicos

sexta-feira, 24/fev/2017

De acordo com a SOBRAC (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas), cerca de 20 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de arritmia cardíaca, sendo que cerca de 80% dos pacientes são orientados a um tratamento medicamentoso, por meio do uso de remédios antiarrítmicos orais. Contudo, poucos conhecem as consequências que o uso prolongado desses medicamentos pode proporcionar.

Uma arritmia cardíaca é definida pela condição na qual o coração do paciente apresenta ritmo de batimentos diferente do considerado como normal pelos arritmologistas, podendo ser mais lento (bradicardia) ou mais rápido (taquicardia). E, apesar de, em muitos casos, a doença ser assintomática, quando diagnosticada pelos especialistas em arritmologia, a maioria dos pacientes é indicada ao tratamento com remédios antiarrítmicos.

O que são remédios antiarrítmicos?

Consequências do uso de remédios antiarrítmicos

Os remédios antiarrítmicos são medicamentos orientados por especialistas em arritmias cardíacas para controlar ou corrigir alterações nos batimentos do coração, proporcionando uma frequência cardíaca normal para eles e, dessa forma, evitando outras consequências que as arritmias cardíacas podem gerar.

No entanto, ao longo do uso contínuo desses medicamentos para arritmias cardíacas, alguns pacientes passam a apresentar alguns efeitos colaterais que, dependendo do caso, podem ser bastante prejudiciais à saúde ou, até mesmo, desencadear outras complicações cardíacas.

Quais são as possíveis consequências do uso contínuo de remédios antiarrítmicos?

Embora cada caso seja orientado a um medicamento específico, sendo que o especialista leva em consideração o tipo de arritmia cardíaca, bem como as demais condições de saúde do paciente, de uma forma geral, os remédios antiarrítmicos podem causar:

  • Dores na região do tórax;
  • Batimentos cardíacos irregulares ou mais lentos
  • Falta de ar ou dores ao respirar;
  • Erupções cutâneas;
  • Hemorragias;
  • Visão borrada ou duplicada;
  • Vertigens, entre outras.

Em resumo, exceto por reações alérgicas, que podem comprometer pacientes em qualquer caso, os remédios antiarrítmicos não são inócuos. Por exemplo, um remédio para baixar a frequência da pessoa com taquicardia pode deixar os batimentos muito lentos. E o contrário é verdadeiro. Caso o paciente que faz uso de medicamentos antiarrítmicos passe a apresentar os sintomas citados, é indicado buscar o especialista que acompanha o caso para que seja realizada alguma alteração no medicamento, na dosagem ou, até mesmo, um tratamento alternativo para a arritmia cardíaca. Assim, é importante lembrar que a pessoa com tratamento inadequado(a mais ou a menos que o necessário) pode sofrer mais que com a doença.

Tratamentos para arritmias cardíacas

Além do tratamento medicamentoso, existem outras formas de tratar as arritmias cardíacas, de acordo com o tipo de alteração nos batimentos que o paciente apresenta.

O tipo mais comum de arritmia cardíaca diagnosticado pelos especialistas é a fibrilação atrial, condição definida pela alteração do ritmo de batimento das câmaras superiores do coração (átrios). E, além de poder ser tratada por meio de medicamentos, a fibrilação atrial também pode ser corrigida de outras formas, como por meio de ablação cardíaca ou crioablação, por exemplo.

Contudo, mesmo outras arritmias cardíacas podem ser tratadas por meio da ablação cardíaca assim como por outros procedimentos, como a implantação de desfibrilador, marcapasso, cardioversor, entre outros.

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