Crioablação x Ablação por radiofrequência

quinta-feira, 8/dez/2016

Existem diversos tipos de arritmias cardíacas, sendo a fibrilação atrial (FA) uma das mais frequentemente diagnosticadas por especialistas em arritmologia. A condição é caracterizada pelo bombeamento irregular do sangue, normalmente numa frequência mais alta do que a normal, pelas câmaras superiores do coração (átrios) e pode desencadear outros problemas.

Dentre os problemas mais comuns que a fibrilação atrial proporciona está a formação de coágulos sanguíneos nos átrios, devido à alteração do bombeamento. Esses coágulos podem causar diversas obstruções ao longo do organismo do paciente caso caiam na corrente sanguínea, podendo gerar até um AVC, por exemplo.

Crioablação x Ablação por radiofrequência

A forma de tratamento da fibrilação atrial mais comum é por meio de medicamentos que permitem controlar o ritmo cardíaco, mas que podem causar diversas consequências devido ao uso contínuo. No entanto, o que muitas pessoas desconhecem é que, atualmente, existem outras formas minimamente invasivas de tratar a FA, como por meio da ablação por radiofrequência e a crioablação, que, por mais que se pareçam, são técnicas diferentes. Entenda mais sobre elas:

Como é feita a ablação por radiofrequência?

A ablação por radiofrequência consiste em uma técnica de cateterismo, que é menos invasiva que uma cirurgia cardíaca. Devido a isso, ela pode ser feita com o uso de anestesia geral ou sedação, levando em consideração o que gerar mais conforto e segurança ao paciente.

Durante a ablação por radiofrequência o especialista localiza o ponto que deflagra a fibrilação atrial e, com auxílio de um cateter, aplica a radiofrequência para a eliminação das células que causavam a arritmia cardíaca.

Como funciona a crioablação?

A crioablação é a maneira mais atual de realizar a ablação. Ela chegou ao Brasil há pouco tempo e possibilitou que os pacientes acometidos pela fibrilação atrial, bem como por outros tipos de arritmias, (como síndrome de Wolff Parkinson White que não tiveram sucesso em técnicas de ablação anteriores, devido ao risco de marcapasso ou de complicações), possam ter uma segunda opção minimamente invasiva.

A técnica é realizada de forma semelhante à ablação por radiofrequência, no entanto, ao invés de eliminar o ponto da arritmia cardíaca com radiofrequência é utilizado um crioprobe, que consiste em um tipo de agulha com um balão de gás, que permite eliminar a fibrilação atrial utilizando gases para congelar o local.

Qual a diferença entre a ablação por radiofrequência e a crioablação?

Ambas as técnicas apresentam resultados heterogêneos e são muito eficazes para tratar casos de fibrilação atrial, permitindo, muitas vezes, que o paciente seja liberado do tratamento e, até mesmo, do uso de medicamentos anticoagulantes.

A crioablação geralmente é mais rápida que a ablação por radiofrequência, mas essa não é a principal diferença entre elas e sim o fato de que na ablação por radiofrequência o local afetado pela arritmia cardíaca é cauterizado com calor e na crioablação o local é cauterizado a frio, com o auxílio do balão de gás.

Embora ambas as técnicas sejam muito eficientes, apenas um especialista em eletrofísiologia e arritmologia poderá confirmar se o caso do paciente deve ser tratado por meio de ablação cardíaca e qual dos tipos é o mais indicado para ele.

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