Falta de ar com frequência pode indicar arritmia cardíaca?

quarta-feira, 12/jul/2017

Falta de ar com frequência pode indicar arritmia cardíaca

A falta de ar, também chamada de dispneia em termos clínicos, consiste na sensação de que o ar inspirado na respiração não está sendo satisfatório para atender a demanda do corpo. A falta de ar pode estar relacionada com diversas disfunções, entre elas formas de arritmia cardíaca, como a fibrilação atrial.

Nesses casos, o cérebro compreende que a respiração não tem sido suficiente, sendo que podem ser sintomas correlatos o cansaço, indisposição e fraqueza.

O coração e os pulmões são órgãos que atuam interligados, o que gera a relação dos sintomas. Quando a pessoa acometida pela insuficiência cardíaca relata problemas com falta de ar, por exemplo, isso ocorre, pois o coração não bombeia o sangue como deveria para os demais órgãos, isso faz com que o líquido fique acumulado no pulmão, que reduz a capacidade de funcionamento, gerando a dificuldade para respirar.

Conheça a seguir alguns exemplos da relação entre falta de ar e problemas cardíacos.

Confusão entre sintomas da asma e da fibrilação atrial

A falta de ar tanto pode ser um sintoma de arritmia cardíaca que a ocorrência é, muitas vezes, confundida com ataques de bronquite e asma. O chiado no peito e cansaço, ainda que pareçam relacionados com a insuficiência respiratória, motivando a confusão com a asma, também podem indicar insuficiência cardíaca.

Nesses casos, a condição pode ser agravada quando o paciente usa medicamentos broncodilatadores, pois essas medicações aceleram os batimentos cardíacos. Caso os problemas no miocárdio estejam relacionados com a fibrilação atrial, por exemplo, que consiste em um ritmo acelerado e descompassado dos átrios, pode-se agravar o quadro.

Portanto, o diagnóstico correto é essencial para iniciar o tratamento adequado.

Insuficiência cardíaca crônica (IC crônica)

A falta de ar pode ser um dos sintomas da Insuficiência cardíaca crônica (IC crônica). A ocorrência pode estar relacionada a miocardites anteriores, como infarto, hipertensão ou Doença de Chagas, sendo acompanhada, além da falta de ar, de inchaço nas pernas, cansaço, tosse seca e constipação.

A IC crônica surge quando o coração já utilizou todas as fontes compensatórias e está funcionando de forma insatisfatória para o restante do corpo. Nesse momento, podem surgir, gradualmente, ocorrências como edema pulmonar e aumento do fígado.

Quando diagnosticada logo no início e tratada, a IC crônica pode ser revertida, no entanto, depois de determinado grau, ela torna-se irreversível, sendo uma motivação frequente para transplante cardíaco.

Insuficiência cardíaca aguda (IC aguda)

A Insuficiência cardíaca aguda (IC aguda) surge mais velozmente, estando bastante relacionada com ocorrências de infarto e embolia pulmonar. Nesses casos os sintomas incluem respiração curta, falta de ar, desmaios, aumento do volume das veias do pescoço e taquicardia (coração acelerado).

A IC aguda surge de forma súbita e tem mais chances de afetar pessoas com predisposição, como aquelas com:

· hipertensão arterial;
· arritmias cardíacas;
· diabetes;
· obesidade.

A Insuficiência cardíaca aguda age rapidamente, podendo levar a óbito nas primeiras horas dos sintomas. A doença está relacionada com quadros cardíacos graves, como infarto, arritmias severas e dissecção da aorta.

Tais ocorrências tornam bastante importante que os pacientes, principalmente aqueles com predisposição a problemas cardíacos, atente-se aos indicativos da respiração, como a falta de ar. Por ser um dos primeiros sintomas quando o quadro clínico começa a se agravar, pode ser determinante em um diagnóstico precoce e início do tratamento.

A falta de ar pode ser o primeiro indício de uma arritmia cardíaca, seja uma fibrilação atrial, taquicardia ou bradicardia. Caso identificar o sintoma, um médico deve ser procurado com urgência.

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