Qual a relação entre a fibrilação atrial e o consumo de álcool?

sexta-feira, 12/ago/2016

Conhecida pelos especialistas de cardiologia como uma das principais arritmias cardíacas diagnosticadas por meio de exame ou devido a sintomas comuns, a fibrilação atrial é uma condição cardíaca séria e que pode ter vários fatores de risco que aumentam a incidência da enfermidade, sendo um deles o consumo de bebida alcoólica.

Relação entre a fibrilação atrial e o consumo de álcool

Uma arritmia cardíaca que pode ser diagnosticada em pessoas de todas as idades, mas que é mais frequente a partir dos 40 anos, e acomete 2,5% da população mundial, a fibrilação atrial é considerada uma enfermidade cardíaca séria, pois pode favorecer outros problemas de saúde, tais como:

  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Tromboses em membros e órgãos;
  • Embolias pulmonares, entre outros.

Essas condições clínicas podem surgir devido à fibrilação atrial favorecer a formação de coágulos, que, caso consigam entrar na corrente sanguínea, podem fluir pelo organismo e gerar a obstrução de algum vaso sanguíneo do paciente.

Apesar de possuir causas conhecidas, como malformações cardíacas, válvulas do coração danificadas por doenças cardíacas, infartos, doença do nó sinusal e até algumas viroses, os médicos sabem que existem algumas condições de hábitos alimentares ou de estilo de vida que podem aumentar o risco do surgimento dessa arritmia cardíaca. Um deles é o consumo de bebidas alcoólicas por pessoas com predisposição.

Qual a relação entre a fibrilação atrial e a bebida alcoólica?

De acordo com um estudo sobre a saúde cardiovascular (Cardiovascular Health Study), foi possível notar que pessoas que mantém uma rotina de consumo de bebidas alcoólicas maior do que 42 doses semanais (>420 g de álcool) apresentam um risco 2,4 vezes maior de serem acometidas pela fibrilação atrial.

O consumo de bebidas alcoólicas pode proporcionar efeitos diversos no organismo da pessoa, sendo um deles a redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, o que pode levar a uma arritmia cardíaca em pessoas que já possuem alguma predisposição, sendo a mais frequente delas a fibrilação atrial.

Além disso, a fibrilação atrial pode acometer 1 em cada 10.000 jovens normais, sem qualquer vestígio de enfermidade cardíaca ou doença relacionada, provocada apenas pelo consumo de álcool ou de tabaco. Essa situação é conhecida como Fibrilação Atrial Isolada.

Segundo especialistas, pessoas que apresentam quadros de fibrilação atrial paroxística (que causa palpitações momentâneas e somem por conta própria) sempre que consomem bebida alcoólica, devem considerar a redução do consumo e até mesmo parar de beber, pois, caso o quadro evolua para uma arritmia cardíaca permanente, poderá ser necessário um tratamento específico para o caso.

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