Fibrilação atrial aumenta taxa de mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca

sexta-feira, 8/jul/2016

Estudos científicos recentes comprovaram que, pessoas acometidas por insuficiência cardíaca, que apresentam fibrilação atrial recorrente, possuem um risco maior de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e óbito, caso a arritmia cardíaca não seja tratada devidamente.

A pesquisa foi realizada com 1273 pessoas acometidas pela arritmia cardíaca caracterizada pelo bombeamento irregular dos átrios, conhecida como fibrilação atrial. Essas pessoas foram, todas elas, submetidas ao procedimento de ablação por cateter, sendo que 171 delas eram acometidas por insuficiência cardíaca e 1.102 não.

Após a realização da ablação, os especialistas realizaram um acompanhamento com esses pacientes por uma média de tempo de 3,1 anos. Os resultados do estudo apontaram algumas conclusões muito importantes.

fibrilação atrial e insuficiencia cardíaca

Recentes descobertas sobre a relação entre a fibrilação atrial em pacientes acometidos por insuficiência cardíaca

O acompanhamento dos pacientes submetidos ao procedimento de ablação por cateter durante o estudo permitiu aos especialistas chegarem a algumas conclusões sobre as vantagens do tratamento da fibrilação atrial por ablação, tais como:

  • Para os pacientes que apresentavam fibrilação atrial paroxísticas a taxa de sucesso do procedimento se manteve bastante semelhante tanto para pessoas acometidas por insuficiência cardíaca quanto para as que não apresentavam o problema (78,7% e 85,7% respectivamente);
  • Nos casos de pessoas acometidas por fibrilação atrial persistente, a diferença foi significativamente maior, sendo que o tratamento da arritmia por ablação apresentou 57,3% de eficiência a longo prazo em pacientes que apresentam insuficiência cardíaca e 75,8% em pessoas que não tinham o problema;
  • As taxas de sucesso do procedimento de ablação por cateter para casos de fibrilação atrial recorrente, a longo prazo, são consideravelmente menores em pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca.

Além disso, o estudo também permitiu concluir que, para casos de pacientes com insuficiência cardíaca, a fibrilação atrial recorrente serve ainda como um forte indício de maiores riscos de ocorrer um AVC ou de o paciente entrar em óbito caso a arritmia não seja devidamente tratada, por meio da ablação por cateter ou o procedimento mais indicado para o caso.

Em outro estudo recém-publicado na revista Circulation, pelos Drs. Di Biase e Natale, a taxa de mortalidade em pacientes submetidos à ablação foi efetivamente menor quando comparado a pacientes que não realizaram o procedimento, mas estavam em uso de amiodarona (8% no grupo submetido a ablação comparado a 18% no grupo amiodarona).

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