Fatores de risco para a fibrilação atrial

sexta-feira, 26/ago/2016

A fibrilação atrial é uma condição cardíaca grave caracterizada quando as câmaras superiores do coração (átrios) apresentam um ritmo de contração dessincronizado, causando uma tremulação ou fibrilação.

Devido aos átrios não baterem de forma coordenada com o restante do órgão, sendo frequentemente muito mais acelerados do que o considerado normal, o sangue não é bombeado da maneira adequada para o restante do corpo, gerando uma insuficiência cardíaca.

hipertenso com fibrilação atrial

A insuficiência do bombeamento sanguíneo causada pela fibrilação atrial pode não ser notada, para os casos chamados de assintomáticos, bem como apresentar alguns indícios, tais como:

  • Fadiga crônica;
  • Fraqueza;
  • Desconfortos na região do tórax;
  • Palpitações;
  • Desmaios, entre outros.

E é considerada uma condição séria, pois a arritmia dos átrios pode levar à formação de pequenos coágulos sanguíneos nessas estruturas. Caso esses coágulos se desprendam dos átrios e caiam na corrente sanguínea, o paciente acometido pela fibrilação atrial pode ter vasos obstruídos em diversas partes do corpo, como:

  • AVC – acidente vascular cerebral;
  • Embolias pulmonares;
  • Tromboses de membros e órgãos, entre outros problemas relacionados.

Apesar de algumas causas serem conhecidas, como danos causados à estrutura do coração devido a episódios de infarto, malformação congênita, válvulas cardíacas afetadas, síndrome do nódulo sinusal e até algumas viroses, os médicos especialistas em cardiologia que lidam diretamente com casos de fibrilação atrial destacam alguns fatores de risco que podem aumentar as chances de alguém desenvolver essa arritmia cardíaca.

Quais são os principais fatores de risco para uma fibrilação atrial?

De acordo com profissionais que lidam diretamente com casos de arritmias cardíacas, sendo a mais comum a fibrilação atrial, os fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa ser acometida pela fibrilação atrial, desde que a enfermidade não seja causada por alguma malformação durante o período gestacional, são:

  • Idade: apesar de a fibrilação atrial poder ocorrer em pessoas de todas as idades, a partir dos 40 anos a incidência pode aumentar, sendo ainda mais frequente em idosos;
  • Histórico de doenças cardíacas: caso a pessoa já tenha sofrido algum tipo de doença cardíaca previamente, como problemas em válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas, doença arterial coronariana, ataques cardíacos prévios ou até mesmo possua algum histórico de cirurgia do coração, ela pode estar mais propensa a desenvolver a fibrilação atrial;
  • Consumo de álcool: são poucos os casos, mas existem pessoas que podem apresentar quadros de fibrilação atrial, mesmo que paroxística (dura poucos segundos e desaparece por conta própria), devido ao consumo de bebidas alcoólicas;
  • Obesidade: pessoas obesas também são mais frequentemente diagnosticadas com a arritmia cardíaca;
  • Hipertensão: o aumento na pressão arterial, principalmente quando não tratada da maneira adequada e realizadas alterações nos hábitos e estilo de vida da pessoa, pode ser um fator de risco para o aparecimento da fibrilação atrial.

Como é diagnosticada a fibrilação atrial?

Ao notar os sintomas mencionados anteriormente, é fundamental buscar o auxílio de um especialista da área da saúde para analisar as condições gerais. No entanto, para os casos em que a fibrilação atrial é assintomática, a arritmia cardíaca pode ser notada durante um exame clínico, por meio da escuta dos batimentos cardíacos com o auxílio de um estetoscópio, por exemplo, ou por meio de um eletrocardiograma.

De qualquer forma, é sempre importante manter a saúde em dia e realizar periodicamente uma avaliação física completa. Dessa forma, caso seja notada uma arritmia cardíaca, como a fibrilação atrial ou outro tipo de alteração nos batimentos cardíacos, o especialista já orienta um tratamento ou os cuidados paliativos necessários para tratar ou prevenir uma fibrilação atrial.

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