Fibrilação atrial pode aumentar risco de problemas mentais em idosos

sexta-feira, 29/jul/2016

A fibrilação atrial, também encontrada em diversos registros de especialistas como FA, é o tipo de arritmia cardíaca mais comumente diagnosticado em consultas ou exames cardíacos, principalmente na população idosa. Recentemente, a revista Neurology publicou uma meta-análise indicando uma alta relação entre a FA e o aumento do risco do desenvolvimento de problemas cognitivos (em sua maioria demência) em idosos.

A meta-análise publicada reuniu 15 estudos que abordavam o tema, reunindo quase 47 mil pacientes com idade média de 72 anos. Após a análise foi possível concluir que a arritmia cardíaca que acomete as câmaras superiores do coração (átrios) praticamente dobrou o risco de os pacientes desenvolverem demência. Além disso, esse risco foi ainda mais predominante em pacientes que já haviam apresentado acidente vascular cerebral (AVC).

fibrilação atrial em idosos

Dentre os 15 estudos utilizados na meta-análise, 7 deles eram exclusivos de pacientes acometidos pela FA que já haviam sofrido um AVC. Levando apenas eles em consideração, o risco de os pacientes desenvolverem problemas relacionados à memória e raciocínio foi 2,4 vezes maior. O que indica que, muito provavelmente, há uma forte relação entre casos de demência em pacientes com FA que sofrem AVC.

No entanto, ainda não é possível confirmar essa correlação em idosos octogenários, pois nessa faixa etária existem outras enfermidades que também são causadores potenciais de problemas mentais.

Qual a relação entre a fibrilação atrial e o risco de demência?

O desenvolvimento de demência em pacientes acometidos pela fibrilação atrial pode ocorrer devido a fenômenos embólicos crônicos silenciosos que reduzem a perfusão cerebral (fluxo sanguíneo que chega ao cérebro) ou, em alguns casos, podem acarretar em uma deposição de substâncias amiloides (proteína anormal) no cérebro.

Com isso e levando em consideração a meta-análise divulgadas, é possível afirmar que, além de ser um dos principais agentes causadores de AVC, a fibrilação atrial ainda possui mecanismos potenciais que a tornam correlacionada ao desenvolvimento de demência. O que a torna uma disfunção cardíaca ainda mais preocupante.

O diagnóstico, assim como o tratamento da fibrilação atrial, seja por meio de ablação ou medicamentos, cabem apenas a um especialista, mas podem também prevenir episódios de AVC e o desenvolvimento de problemas cognitivos nos pacientes.

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