Prognósticos – Convivendo com a fibrilação atrial

Ao ser diagnosticado com fibrilação atrial, existem muitas dúvidas que passam pela cabeça do paciente, desde o tratamento ideal ao qual ele será orientado a realizar, como ablação cardíaca ou medicamentoso, até mesmo quais serão os cuidados que ele deverá tomar a partir de agora.

A fibrilação atrial é uma condição cardíaca séria na qual as câmaras superiores do coração (átrios) recebem impulsos elétricos de forma descoordenada, prejudicando os batimentos cardíacos e, consequentemente, o bombeamento sanguíneo. É o tipo de arritmia cardíaca mais frequentemente diagnosticado por especialistas em cardiologia e arritmologia.

Contudo, por mais que ela seja a arritmia cardíaca mais comum, existem muitas dúvidas sobre a fibrilação atrial, principalmente após o problema ser confirmado. Dentre elas, podemos destacar as questões sobre o estilo de vida.

Como conviver com a Fibrilação Atrial?

Existem casos em que os pacientes não apresentam sintomas, caracterizando a forma assintomática da arritmia cardíaca, mas, na maioria das situações, o paciente apresenta indícios do problema, que podem ser:

• Fadiga crônica;
• Dificuldade para respirar (falta de ar);
• Dores e desconfortos na região do tórax;
• Confusão;
• Fraqueza constante;
• Taquicardia (batimentos acelerados);
• Vertigem;
• Desmaios, entre outros.

Além disso, a fibrilação atrial pode causar a formação de coágulos sanguíneos, que, se entrarem na corrente sanguínea do paciente, podem levar a problemas graves, como um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo. (Calcule as chances de ter um AVC se tiver fibrilação atrial).

Devido a isso, além do tratamento ideal da arritmia cardíaca, o especialista deverá orientar algumas mudanças de hábitos a fim de melhorar a qualidade de vida do paciente e, principalmente, evitar que o problema evolua para um caso mais grave.

Entre as orientações passadas pelos especialistas, destacam-se:

• Manter uma alimentação saudável: Ter uma dieta saudável para o coração, com menos alimentos gordurosos e sal e mais frutas, vegetais e grãos integrais;
• Realizar atividades físicas regulares: Uma simples atividade física, moderada e não muito longa, mas, preferencialmente, diária, é essencial para melhorar a qualidade de vida e, consequentemente, prevenir que a fibrilação atrial se agrave;
• Estar dentro do peso: Manter um peso saudável é fundamental para os cuidados de arritmias cardíacas, visto que o sobrepeso e a obesidade podem causar alterações hormonais e metabólicas que prejudicam a saúde, principalmente, de alguém já acometido pela fibrilação atrial;
• Não fumar: Evitar o consumo de tabaco é uma orientação geral para qualquer pessoa que esteja planejando melhorar a qualidade de vida. Para pacientes que sofrem de arritmias cardíacas, a recomendação é ainda mais importante de ser seguida, devido ao tabagismo favorecer a formação de coágulos, podendo evoluir o quadro do paciente;
 Evitar o consumo de álcool: Existe uma relação entre o consumo de bebidas alcoólicas e a fibrilação atrial. Portanto, para evitar que o problema se agrave, é indicado evitar o consumo de álcool.

Todos esses cuidados são essenciais, além de manter as demais orientações passadas pelo especialista em arritmias cardíacas, que podem ser específicas, de acordo com o caso.

É fundamental que o paciente tenha confiança e acesso fácil ao especialista que o acompanha, para que, caso ele sinta qualquer alteração, possa entrar em contato. A automedicação não é recomendada em nenhum caso e pode, inclusive, agravar a situação da fibrilação atrial.

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