Principais tratamentos cirúrgicos para fibrilação atrial

segunda-feira, 3/out/2016

A fibrilação atrial é uma condição cardíaca séria, na qual as câmaras superiores do coração, chamadas pelos especialistas de átrios, apresentam batimentos irregulares, normalmente mais acelerados do que o considerado normal. Essa disfunção nos batimentos causa uma tremulação dos átrios e, consequentemente, o bombeamento irregular do sangue.

Em alguns casos, a fibrilação atrial é assintomática, não apresentando nenhum indício de que a pessoa possui a arritmia cardíaca. No entanto, na maioria das situações, os pacientes suspeitam do problema após sentirem palpitações, fraqueza para realizar atividades simples, vertigem, falta de ar, episódios de desmaios, entre outros sintomas da fibrilação atrial.

Caso a pessoa note qualquer alteração no ritmo cardíaco, é fundamental buscar a orientação de um especialista. O profissional deverá solicitar alguns exames para diagnosticar a arritmia cardíaca e, caso confirmada, orientar o paciente ao melhor tratamento, que pode variar de acordo com o tipo de fibrilação atrial, intensidade e outras características do paciente.

Quais são os principais tratamentos cirúrgicos da fibrilação atrial?

Os tratamentos para fibrilação atrial, por meio de cirurgia, mais frequentemente orientados pelos especialistas são:

  • Ablação por cateter: O procedimento de ablação por cateter permite um controle maior sobre a arritmia cardíaca do que o tratamento com medicações, devido eliminar a presença de rotas elétricas anormais no tecido cardíaco do paciente que causam a fibrilação atrial;
  • Ablação cardíaca cirúrgica: A ablação cirúrgica consiste em um procedimento minimamente invasivo, apesar de também poder ser realizado por meio da técnica de peito aberto, geralmente associada a outro procedimento cardíaco. Durante a cirurgia de ablação cardíaca o especialista em arritmias realiza lesões com o objetivo de prevenir os circuitos elétricos causadores da fibrilação atrial, reduzindo e até eliminando a arritmia;
  • Implante de marca-passos e desfibriladores: A implantação de marca-passos ou de desfibriladores implantáveis é indicada para os casos em que a fibrilação atrial é causada pela frequência muito baixa do ritmo cardíaco. Os pacientes acometidos pela arritmia recebem a estimulação que o aparelho promove, melhorando a qualidade de vida e o controle do problema, geralmente, associado com medicações;
  • Cardioversão elétrica: Um procedimento também minimamente invasivo no qual é aplicado um leve choque elétrico no coração do paciente, utilizando anestesia e sedação para não causar desconforto. Essa técnica possui o objetivo de restabelecer a frequência cardíaca a um nível considerado saudável, de acordo com o caso.

Todos os procedimentos mencionados têm o intuito de melhorar a qualidade de vida da pessoa acometida pela condição, amenizando a fibrilação atrial e, se possível, eliminando completamente a arritmia. No entanto, nem sempre o paciente se vê completamente livre de medicações, podendo ser necessário o uso de medicamentos anticoagulantes, em paralelo ao tratamento cirúrgico.

Apenas um especialista em arritmias cardíacas poderá confirmar qual tratamento é o ideal e a real necessidade de manter o tratamento medicamentoso. A automedicação é uma prática perigosa e pode, inclusive, agravar o grau da arritmia cardíaca.

Hospitais Credenciados