Quais são os possíveis riscos da crioablação?

quarta-feira, 26/jul/2017

Quais são os possíveis riscos da crioablação
A crioablação é uma das técnicas de ablação cardíaca, sendo indicada para diferentes tipos de arritmia cardíaca, como a fibrilação atrial. Apesar de ser considerada minimamente invasiva, antes de submeter-se ao procedimento é relevante que o paciente conheça todos os possíveis riscos relacionados com a técnica.

O tratamento é destinado principalmente para pessoas que possuem arritmias de alto risco e que por tal razão precisam tomar uma quantidade elevada de medicamentos com frequência. A Crioablação também é indicada para pacientes que não respondem bem ao tratamento medicamentoso. Em muitos casos, após o procedimento, o paciente se vê livre da necessidade de tomar remédios contínuos, impactando diretamente a qualidade de vida.

Por ser realizada via cateterismo, a crioablação possui riscos reduzidos, sendo que apenas uma aplicação é necessária para eliminar o foco da arritmia cardíaca. No procedimento, um balão localizado no cateter permite cauterizar a frio a área afetada.

Ainda que seja bastante segura e indicada, a crioablação possui alguns riscos associados que devem ser conhecidos pelo paciente antes de ser submetido ao tratamento.

Quais os riscos associados à crioablação?

Inicialmente é importante que o paciente saiba que nenhum tratamento está isento de riscos, inclusive o medicamentoso. Entretanto, escolher um médico de confiança auxilia a conhecer quais as ocorrências associadas à crioablação.

Além de apresentar riscos mínimos, o procedimento possui uma alta taxa de sucesso, principalmente em casos de arritmias cardíacas mais leves. Entre as ocorrências que podem surgir durante ou após o procedimento estão:

  • infecções: apesar da técnica ser considerada minimamente invasiva, ela apresenta riscos baixos de infecção. Ela não exige grandes aberturas, como do tórax, por exemplo, mas a incisão feita para inserção do cateter pode apresentar algum problema de cicatrização. Devido a isso o paciente deve se atentar aos cuidados pós-operatórios e ao surgimento de febre, que deve ser relatada imediatamente ao médico;
  • sangramentos: ainda que incomuns, a possibilidade de sangramentos no local da incisão deve-se ao corte e ao uso do cateter. Para evitar essa ocorrência o paciente deve seguir rigidamente as indicações do médico no que diz respeito ao repouso pós-cirúrgico, evitando movimentos bruscos e pegar peso principalmente nos primeiros dias;
  • formação de coágulos: ainda que seja um risco bastante remoto, algumas situações podem favorecer a formação de coágulos durante ou depois do procedimento, sendo que a trombose não está excluída. Alguns fatores agravantes são tabagismo, diabetes, idade avançada e uso de anticoncepcionais. É comum o uso de anticoagulantes para evitar essa ocorrência, mas o paciente deve ficar atento para o surgimento de inchaço ou edemas durante a recuperação;
  • lesões nos vasos sanguíneos: durante o procedimento pode ocorrer alguma lesão nos vasos sanguíneos que servem de caminho para o cateter até o foco da arritmia cardíaca. Essas ocorrências, apesar de bastante raras, são identificadas pelo médico responsável já durante a realização da crioablação ou logo depois, por meio dos exames pós-cirúrgicos realizados.
  • Lesão do nervo frênico: que inerva o diafragma, pode acontecer em raros casos de ablação de fibrilação atrial. Causa falta de ar e geralmente desaparece até o final do primeiro mês.

A crioablação é considerada uma técnica bastante segura, mas apresentar os riscos antes da realização do procedimento é um dever do médico responsável. Caso já conheça os riscos, é possível conversar com o cardiologista caso alguma ocorrência desperte mais preocupação.

Converse com o médico antes de realizar a crioablação e conheça os benefícios e riscos do procedimento com mais detalhes. Continue acompanhando o conteúdo aqui do IFA.

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