Quais são os possíveis riscos na ablação cardíaca?

quarta-feira, 11/out/2017

A ablação cardíaca é um procedimento minimamente invasivo considerado como o mais eficiente para o tratamento definitivo de diversas arritmias cardíacas, dentre elas a mais comumente diagnosticada pelos especialistas, a fibrilação atrial.

A técnica de ablação cardíaca é realizada com o auxílio de cateteres inseridos em veias e artérias da pessoa acometida pela arritmia cardíaca. Por não necessitar de aberturas ou incisões cardíacas, a recuperação da ablação é rápida, permitindo que o paciente receba alta hospitalar em até 24 horas após o procedimento.

Além de eliminar os sintomas das arritmias cardíacas, a ablação, em muitos casos, permite que o paciente seja liberado do tratamento medicamentoso, ficando livre dos efeitos colaterais que a terapia medicamentosa pode causar futuramente.

ablação

Quais são as indicações para a ablação cardíaca?

O procedimento de ablação cardíaca é recomendado como um tratamento para quase todas as arritmias cardíacas. Mas são orientadas à técnica, principalmente, aquelas pessoas que respondem mal ao tratamento medicamentoso, possuem alguma restrição às substâncias presentes nos remédios ou as que necessitam de doses muito altas para o controle do ritmo cardíaco.

Contudo, até mesmo as arritmias cardíacas mais simples e de mais baixo risco podem ser eliminadas por meio da técnica de ablação cardíaca. Atualmente, devido à melhora tecnológica na maioria dos aparelhos utilizados, o nível de sucesso dos procedimentos de ablação cardíaca está cada vez maior, principalmente quando relacionado ao tratamento da fibrilação atrial. No entanto, assim como todo procedimento, a ablação cardíaca apresenta alguns riscos.

Quais riscos a ablação cardíaca pode apresentar?

Apesar de ser considerado um dos métodos mais seguros de tratamento para arritmias cardíacas, a ablação pode apresentar complicações, tais como:

  • Hematomas: Podem surgir hematomas nas regiões em que foram realizadas as punções. Apesar de não ser nenhuma complicação séria, o ideal é que o paciente evite o surgimento de hematomas, realizando repouso de acordo com a orientação dos profissionais que acompanharam o procedimento;
  • Trombose: Em algumas situações especiais, pode ocorrer a formação de coágulos sanguíneos no interior de vasos. Habitualmente, são administrados anticoagulantes durante o procedimento e tomadas demais medidas para evitar que isso ocorra, no entanto, alguns fatores podem favorecer o surgimento de coágulos durante a recuperação do procedimento, tais como: uso de anticoncepcionais hormonais, tabagismo, idade avançada, diabetes, entre outros. O mais importante é observar qualquer inchaço ou edema no membro inferior onde foi feita a punção venosa e reportar ao seu médico, para que o mesmo avalie o risco de trombose;
  • Infecções: Devido ser um procedimento minimamente invasivo, que exclui a necessidade de abertura do tórax ou demais incisões, são raros os casos de infecções após a ablação cardíaca, no entanto elas podem ocorrer. Devido a isso cuidados como realizar o cuidado ideal com os curativos (se houver) e observar febre são importantes para detecção precoce e tratamento adequado de alguma infecção;
  • Bloqueios: Em casos estritamente específicos, os focos responsáveis pela arritmia cardíaca podem se encontrar muito próximos às vias do sistema normal de condução sanguínea do coração. A eliminação do foco pode, em casos raros, causar algum dano ao sistema normal, causando um tipo de bloqueio transitório ou definitivo (muito raro, com taxa muito inferior a 1% dos casos. Para tratar o bloqueio, quando este não resolve em até 7 dias, pode ser necessário implantar um marcapasso. No entanto, para esses casos especiais, o médico responsável irá esclarecer o risco antes do procedimento;
  • Necessidade de cirurgia cardíaca: extremamente rara, pode acontecer quando existe extravasamento de sangue para fora do coração ou quando alguma parede do átrio mais fina se rompe, necessitando de correção;
  • Acidente vascular cerebral: com a anticoagulação durante o procedimento (realizada de forma rotineira), o risco é muito pequeno. Pode acontecer, e geralmente é identificado prontamente ao término do procedimento.
  • Outros riscos: riscos muito raros podem acontecer, e uma conversa mais ampla e franca com o medico deve ser estimulada.

Além disso, apesar de não expor o paciente a uma quantidade alta de radiação, a ablação cardíaca não é recomendada para gestantes. Porém, em casos de extrema necessidade, pacientes grávidas podem ser submetidas ao procedimento, com cuidados especiais.

Em todo caso, apenas um profissional poderá confirmar se existem os riscos descritos ou, até mesmo, se o procedimento de ablação cardíaca é o tratamento ideal para a arritmia em questão.

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