Quais são os possíveis riscos na ablação por radiofrequência?

quarta-feira, 9/ago/2017

Quais são os possíveis riscos na ablação por radiofrequência

A ablação por radiofrequência é um procedimento indicado para casos de arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial. Caso a enfermidade seja mais grave, o tratamento cirúrgico pode evitar a necessidade de medicação contínua, melhorar a qualidade de vida e aumentar a expectativa de vida do paciente.

A ablação é um tratamento considerado simples e indolor, pois não exige abertura do tórax, por exemplo. A inserção do cateter é realizada por uma pequena incisão, sendo possível alcançar o foco da arritmia e eliminá-lo.

Entre os principais benefícios associados com a ablação por radiofrequência destaca-se que o tratamento suprime os sintomas relacionados com a arritmia cardíaca, como fadiga, falta de ar e fraqueza. Entretanto, antes de realizar o procedimento é importante que o paciente converse com o médico responsável a fim de esclarecer todos os benefícios e riscos relacionados.

Possíveis riscos da ablação por radiofrequência?

As ocorrências de efeitos colaterais resultantes da ablação por radiofrequência são bastante raras. Estima-se que a cada 100 procedimentos, 5 apresentam algum dos riscos associados, o que torna o tratamento muito seguro, mesmo para pessoas de idade avançada.

Ainda assim, conhecer os riscos previamente prepara tanto o paciente quanto a família para possíveis episódios, além de garantir que alguns indícios serão observados mais atentamente no pós-operatório. Os principais riscos associados à ablação por radiofrequência são:

  • Infecções e sangramento: pouco comuns, mas que podem ocorrer são as infecções e sangramentos no local no qual a punção foi feita. Tanto uma cicatrização ruim quanto um pós-cirúrgico inadequado podem contribuir para essas ocorrências. São ainda fatores agravantes o tabaco e a diabetes;
  • Hematomas: outro risco da ablação é o surgimento de hematomas no local no qual foi realizada a incisão. Uma forma de evitar essa ocorrência é ter um repouso adequado após o procedimento, ela, entretanto, não apresenta nenhuma complicação do quadro clínico;
  • Trombose: um risco mais incomum é a formação de coágulos sanguíneos no interior dos vasos sanguíneos. Normalmente anticoagulantes são administrados visando reduzir as chances de coágulos, mas alguns fatores podem favorecer o aparecimento deles como tabagismo, idade avançada e diabetes. O paciente deve ficar atento durante o pós-operatório para o surgimento de edemas ou inchaços nos membros inferiores e, caso identifique algum deles, relatar imediatamente ao médico para que seja avaliado o risco de trombose;
  • AVC: uma condição mais grave, mas também mais rara é a ablação por radiofrequência causar um Acidente Vascular Cerebral devido à coagulação sanguínea. A administração de anticoagulantes durante o procedimento reduz as chances de AVC associado à técnica.

Riscos adicionais devem ser conversados com o cardiologista responsável, pois apenas com conhecimento sobre o quadro clínico do paciente, o médico poderá apontar outros riscos associados com a realização da ablação. Habitualmente, entretanto, o procedimento é bastante seguro e não gera tais danos ao paciente.

No caso de gestantes, a ablação por radiofrequência não é indicada. Ela pode ser realizada em situações emergenciais, mas apenas quando tomados cuidados especiais para garantir a segurança da gestante e do bebê.

O mais indicado é apresentar as inseguranças para o médico antes da realização da ablação por radiofrequência para que ele possa explicar tanto como é executada a técnica, como quais são as vantagens e riscos relacionados com o quadro clínico.

Hospitais Credenciados