Quais são os tipos de ablação cardíaca mais comuns?

quinta-feira, 26/jan/2017

A ablação cardíaca é uma das formas de tratamento da fibrilação atrial, que é a condição mais comum de alteração nos batimentos do coração (arritmia cardíaca). Caracterizada por um procedimento minimamente invasivo, a ablação cardíaca é realizada por meio de cateterismo, que proporciona a cauterização do foco da arritmia.

Muito indicada para casos de pessoas que não responderam bem ao tratamento da fibrilação atrial por medicação, bem como para as que possuem algum tipo de restrição aos remédios, a ablação cardíaca é, também, muito procurada por pacientes que desejam evitar consequências pelo uso prolongado de medicamentos.

Ela é considerada, em muitos casos, um tratamento definitivo para a arritmia, visto que, em cerca de 80% dos casos, a ablação libera o paciente da necessidade de manter o tratamento medicamentoso para o controle do ritmo cardíaco e, em outras situações, exige apenas a administração de medicamentos anticoagulantes orais, a fim de evitar tromboses.

Quais são os tipos de ablação cardíaca mais comuns?

Como funciona a ablação cardíaca?

Durante o procedimento, o especialista em arritmologia insere um cateter no paciente a fim de alcançar o local que é o foco da arritmia. Quando ele atinge a área exatamente acometida pela fibrilação atrial, são utilizadas técnicas para cauterização que eliminam as células causadoras da alteração.

Essa cauterização pode ser realizada de duas formas diferentes: por meio de radiofrequência (a quente) ou com o auxílio de um balão de gás que promove o resfriamento e o congelamento da área (a frio). Entenda melhor cada uma dessas técnicas.

Ablação por radiofrequência

É realizada em local próprio para cateterismos e, embora seja minimamente invasiva, pode ser realizada com o auxílio de anestesia geral ou apenas sedação, dependendo do que for melhor para o caso e para o conforto do paciente.

Na ablação por radiofrequência, o especialista em arritmias cardíacas utiliza técnicas de radiofrequência para realizar a cauterização do local acometido pela fibrilação atrial. Essa cauterização permite que as células da região sejam eliminadas por meio de calor.

Crioablação cardíaca

Um procedimento semelhante à ablação por radiofrequência, também realizado por meio de cateterismo e, portanto, minimamente invasivo, a crioablação cardíaca é a forma mais recentemente descoberta pelos especialistas em arritmias cardíacas para o tratamento da fibrilação atrial.

Ela é frequentemente indicada para os casos em que os procedimentos anteriores de ablação cardíaca não foram bem-sucedidos, para pacientes que possuem alguma restrição à técnica de radiofrequência ou aqueles que, mesmo após a ablação comum, apresentam riscos, como a necessidade de utilizar marcapasso para o controle da frequência cardíaca, por exemplo.

Diferentemente do outro procedimento, durante a crioablação o cateter inserido no paciente possui um balão de ar na extremidade que, ao inflar com os gases, realiza a cauterização do local acometido pela arritmia cardíaca por meio do congelamento das células.

Apesar de a crioablação ser considerada mais rápida do que a ablação por radiofrequência, apenas um especialista em arritmologia poderá confirmar qual é a técnica mais indicada para o caso, levando em consideração diversos aspectos do paciente e do quadro de saúde dele.

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