Qual a diferença entre marcapassos e desfibriladores implantáveis?

quarta-feira, 16/ago/2017

Qual a diferença entre marcapassos e desfibriladores implantáveis

A engenharia médica tem avançado no sentido de oferecer equipamentos cada vez mais completos para os pacientes. Os marcapassos foram a primeira opção para quem sofria de arritmias cardíacas, entretanto, atualmente os desfibriladores implantáveis tornaram-se uma opção, inclusive para pacientes que apresentam ritmo cardíaco acelerado, como é o caso da fibrilação atrial.

O cardiologista é o profissional mais indicado para afirmar qual o tipo de aparelho mais adequado para o quadro clínico do paciente, sendo essencial seguir as orientações médicas para um tratamento eficaz.

Como funcionam os marcapassos?

Como afirmamos, o marcapasso foi o primeiro aparelho desenvolvido com o objetivo de auxiliar no controle do ritmo cardíaco. Atualmente, já existem diferentes tipos de marcapassos que são indicados de acordo com as necessidades do paciente.

Pode-se separar os marcapassos em três grupos:

  • o marcapasso de um fio é o mais simples e tem como objetivo controlar os batimentos cardíacos em casos de pacientes que apresentam um ritmo cardíaco muito lento, sendo bastante usado para resolver ocorrências de arritmia cardíaca na terceira idade onde o átrio não contrai de forma organizado;
  • o segundo é um pouco mais sofisticado e tem dois fios, sendo que o aparelho identifica a necessidade do coração do paciente e realiza os estímulos conforme a frequência correta que capta;
  • o terceiro tipo de marcapasso é conhecido como ressincronizador. Ele realiza tanto a função dos aparelhos mais antigos como tem a capacidade de organizar os batimentos do coração, sendo indicado para pessoas nas quais o ritmo cardíaco é descoordenado, seja por enfermidades relacionadas ao miocárdio ou coração muito grande onde os remédios não resolvem o cansaço excessivo.

O tipo de marcapasso necessário ao paciente depende de qual ocorrência cardíaca o acomete, sendo que problemas mais sérios podem exigir o uso de um aparelho com recursos mais vastos.

Como funcionam os desfibriladores implantáveis?

Conhecido como cardioversor desfibrilador implantável (CDI) consiste em um equipamento mais novo e com uma tecnologia mais avançada. Além de atuar corrigindo o ritmo cardíaco do paciente, seja para pessoas que sofrem de taquicardia ou de bradicardia, ele também atua como um desfibrilador.

A função de desfibrilador faz com que, caso haja uma parada cardiorrespiratória e o coração pare de bater, o aparelho emite pulsos elétricos rapidamente, fazendo com que o coração volte a funcionar.

O CDI tem o tamanho similar ao de um relógio de pulso, pesando cerca de 70 gramas já com a bateria. Ele é implantado sob a pele ou músculo, logo abaixo da clavícula e possui cabos-eletrodos que o ligam ao coração.

No caso do CDI, o aparelho gera informações que são transmitidas diretamente para um computador do médico responsável de forma que todos os dados ficam arquivados, permitindo que o especialista faça um acompanhamento bastante rígido do funcionamento cardíaco do paciente.

Qual a relação com a fibrilação atrial?

A escolha de qual aparelho será mais adequado dependerá do tipo de arritmia cardíaca que o paciente apresenta. O marcapasso mais simples, por exemplo, é indicado para pacientes que tenham bradiarritmias, ou seja, uma frequência cardíaca mais baixa.

O desfibrilador implantável poderá ser indicado para pacientes com enfermidades mais graves no miocárdio ou também que apresentam taquicardia. Uma das formas de batimento acelerado é a fibrilação atrial, entretanto, apenas o cardiologista poderá determinar qual aparelho será mais eficiente para o quadro clínico do paciente.

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