Tratamento da fibrilação atrial paroxística sintomática

quinta-feira, 27/out/2016

A fibrilação atrial (FA) é a forma mais comum de arritmias cardíacas, na qual as câmaras superiores do coração, chamadas de átrios, apresentam um ritmo de batimento anormal, causando o incorreto bombeamento de sangue para o restante do corpo. Essa condição pode se apresentar de mais de uma forma, sendo uma delas a fibrilação atrial paroxística.

fibrilação atrial

A forma paroxística da fibrilação atrial se define quando a arritmia surge e desaparece por conta própria, podendo durar segundos, horas ou, até mesmo, poucos dias antes que o coração retorne aos ritmos de batimento normais. Uma forte característica desse tipo de fibrilação atrial é que, à medida que o coração passa por essa instabilidade, a faixa de pulsação pode variar de muito lento para acelerado em um curto período de tempo.

Assim como os demais tipos de fibrilação atrial, a paroxística pode não apresentar sintomas, caracterizando a forma assintomática da arritmia, sendo identificada apenas por meio de monitorização cardíaca. No entanto, a maioria das pessoas apresentam a fibrilação atrial paroxística sintomática. Nesses casos, os sintomas frequentes são:

  • Palpitações momentâneas;
  • Desconfortos passageiros na região torácica;
  • Falta de ar;
  • Fraqueza;
  • Indisponibilidade para realizar atividades físicas;
  • Tontura, entre outros.

Caso uma pessoa apresente algum desses sintomas, é indicado buscar a orientação e um especialista, visto que pode se tratar de fibrilação atrial paroxística sintomática. Apenas um profissional poderá realizar o diagnóstico e orientar a conduta ideal de tratamento, que pode ser medicamentoso ou por meio de ablação cardíaca.

Como a fibrilação atrial paroxística é tratada?

O tratamento ideal da fibrilação atrial paroxística sintomática ainda gera dúvidas tanto em pessoas acometidas pela doença quanto para alguns especialistas, visto que o tratamento por meio de medicamento se apresenta eficaz em alguns casos.

No entanto, um estudo prospectivo randomizado ThermoCool AF demonstrou, ao final de um período de avaliação de nove meses, o benefício da terapia com ablação por cateter de radiofrequência comparado à terapia antiarrítmica medicamentosa. O estudo foi realizado com pacientes acometidos pela FA paroxística que tiveram pelo menos três episódios de FA em seis meses, sem resposta a tratamento medicamentoso, mesmo com a administração de uma ou mais drogas antiarrítmicas.

Esse estudo permitiu observar que, em pacientes com fibrilação atrial paroxística sintomática que não responderam ao tratamento medicamentoso, a ablação por radiofrequência apresentou resultados expressivamente melhores do que a manutenção de terapia medicamentosa para a prevenção de novos quadros de arritmia. Além de melhora na qualidade de vida e nos sintomas.

Como é realizado o tratamento por ablação cardíaca?

A FA paroxística sintomática, bem como as demais formas de fibrilação atrial, pode ser tratada por meio de ablação cardíaca.

A técnica é minimamente invasiva, realizada por meio de cateteres para alcançar o foco da fibrilação. Ao atingir o local, com o auxílio de cauterizadores e técnicas de radiofrequência, as células causadoras da arritmia cardíaca são eliminadas.

Além disso, existem casos em que a ablação permite isolar as vias pulmonares do átrio esquerdo (associadas à maioria dos casos de fibrilação atrial) para evitar que o problema persista ou acarrete em outros prejuízos à saúde do paciente.

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