Síndrome de Wolff Parkinson White tratamento por ablação

quinta-feira, 20/out/2016

A Síndrome de Wolff Parkinson White (SWPW) é uma arritmia cardíaca na qual o paciente apresenta uma via elétrica extra, interligando as câmaras do coração (átrios e ventrículos), que faz com que os impulsos elétricos gerados pelos átrios (câmaras superiores) cheguem mais rapidamente às câmaras inferiores (ventrículos), causando episódios de taquicardia e desconfortos na região do tórax.

Essa via elétrica extra encontrada em pacientes acometidos pela Síndrome de Wolff Parkinson White está presente desde o nascimento, apesar de ser rara. A SWPW pode ser diagnosticada em cerca de 3 a cada 1000 nascidos. Pessoas de todas as faixas etárias podem apresentar a condição, mas a maioria descobre o diagnóstico entre os 11 e os 50 anos.

Apesar de a Síndrome de Wolff Parkinson White proporcionar episódios de taquicardia, a arritmia raramente está relacionada a riscos de vida para o paciente, mas pode causar problemas cardíacos graves. Devido a isso, quanto antes for diagnosticada, mais rapidamente ela é tratada, por meio de ablação cardíaca.

ablação

Quais são os sintomas da Síndrome de Wolff Parkinson White?

A maioria das pessoas acometidas pela SWPW não apresenta indícios da doença, caracterizando a forma assintomática da Síndrome. Nesses casos, a enfermidade só é descoberta por meio da realização de exames cardiológicas solicitados por especialistas por outros motivos ou avaliação física.

Contudo, para os casos em que as pessoas notam sintomas da Síndrome de Wolff Parkinson White, os principais sinais são:

  • Sensação de palpitação por segundos ou até horas;
  • Tontura;
  • Episódios de desmaios;
  • Cansaço ao realizar atividades físicas;
  • Ansiedade, entre outros.

Em alguns casos, a SWPW pode levar a arritmia cardíacas mais sérias, tais como a fibrilação atrial, uma condição em que as câmaras superiores do coração (átrios) apresentam ritmo de contração anormal. Nessas situações, outros sintomas que podem ajudar no diagnóstico da síndrome e da fibrilação atrial são: dor ou desconforto no tórax e dificuldade em respirar.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Wolff Parkinson White?

Sempre que uma pessoa notar qualquer um dos indícios mencionados anteriormente, mesmo não tendo nenhum histórico de doenças cardíacas, deve buscar o auxílio de um especialista. O profissional irá examinar o paciente e solicitar alguns exames que auxiliarão no diagnóstico e na conduta ideal para a SWPW, tais como:

  • Radiografia do tórax: verifica se o coração está dilatado;
  • Eletrocardiograma: avalia o padrão dos batimentos cardíacos a fim de identificar alguma alteração. O teste pode detectar uma arritmia mesmo se ela não estiver ocorrendo no momento da realização do exame;
  • Testes eletrofisiológicos: servirão para confirmar a existência da SWPW ou identificar a localização da via elétrica extra que causa a arritmia;
  • Dispositivos portáteis: em alguns casos o médico cardiologista poderá solicitar o uso de dispositivos portáteis, como o Holter 24 horas, por exemplo, a fim de avaliar a atividade cardíaca do paciente nesse período.

Todos esses exames poderão auxiliar no diagnóstico da Síndrome de Wolff Parkinson White, bem como em outras arritmias cardíacas. Caso confirmada a presença da SWPW, os testes também ajudarão na conduta do tratamento, que, na maioria dos casos, é realizado por meio de ablação cardíaca.

Como a SWPW é tratada por meio da ablação cardíaca?

Assim como ocorre na ablação cardíaca para o tratamento de fibrilação atrial, quando indicada para tratar a Síndrome de Wolff Parkinson White ela consiste em um procedimento minimamente invasivo realizado com o auxílio de cateter.

São introduzidos os cateteres que contém eletrodos para cauterização nas pontas. Ao atingirem o local acometido pela síndrome, é realizada a eliminação da via elétrica extra, que causa a SWPW, com o uso de radiofrequência.

O procedimento de ablação cardíaca pode ser eficaz em 95% dos casos de Síndrome de Wolff Parkinson White. No entanto, é possível que o especialista oriente a realização de consultas regulares para acompanhar a saúde cardíaca do paciente.

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